domingo, 28 de fevereiro de 2016

Congresso Internacional da Esperança

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
(Carlos Drummond de Andrade)


As flores amarelas e medrosas produziram sementes.
Sementes de amor que plantamos no peito e nos fez renascer.
Então começamos a cantar a música que espanta os males.
E permaneceremos cantando sobre a certeza da vida que a morte não mata,
Cantaremos a liberdade que oprime os opressores,
Cantaremos o ser Igreja, o amor das mães, a ousadia dos soldados,
As vitórias no deserto, as aventuras nos mares, a esperança dos sertões.
Não cantaremos o medo, porque este, embora exista não nos domina.
Pertencemos ao Bom Pastor, nosso Pai e nosso companheiro,
Que se tornou o nosso cântico e nos acolheu em Seu abraço.
Para sempre cantaremos o Amor e a Esperança que vem dele.
Que nos refugia em suas asas daqui para a eternidade.
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